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A Alma Nova

Azevedo, Guilherme de, 1839-1882

Portuguese



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Below is a summary of A Alma Nova


produced from images generously made available by National
Library of Portugal (Biblioteca Nacional de Portugal).)









GUILHERME D'AZEVEDO

A ALMA NOVA


LISBOA

TYPOGRAPHIA SOUSA & FILHO

Rua do Norte, 145

1874




A ANTHERO DE QUENTAL




A ANTHERO DE QUENTAL

_Meu amigo.


Este livro parece-me um pouco do nosso tempo. Sorrindo ou combatendo,
fala da Humanidade e da Justiça, inspirando-se no mundo que nos rodeia.

E porque julgo que elle segue na direcção nova dos espiritos, offereço-o
a um obreiro honesto do pensamento: a uma alma lucida, moderna e
generosa_.

Dezembro de 1873.

Guilherme d'Azevedo.




I


Eu poucas vezes canto os casos melancolicos,
Os lethargos gentis, os extasis bucolicos
E as desditas crueis do proprio coração;
Mas não celebro o vicio e odeio o desalinho
Da muza sem pudor que mostra no caminho
A liga á multidão.

A sagrada poesia, a peregrina eterna,
Ouvi dizer que soffre uma affecção moderna,
Uns fastios sem nome, uns tedios ideaes;
Que ensaia, presumida, o gesto romanesco
E, vaidosa de si, no collo eburneo e fresco,
Põe crémes triviaes!

Oh, pensam mal de ti, da tua castidade!
Deslumbra-os o fulgor dos astros da cidade,
Os falsos ouropeis das cortezãs gentis,
E julgam já tocar-te as roçagantes vestes
Ó deusa virginal das coleras celestes,
Das graças juvenis!

Retine a cançoneta alegre das bachantes,
Saudadas nos wagons, nos caes, nos restaurantes,
Visões d'olhar travesso e provocantes pés,
E julgam já escutar a voz do paraiso,
Amando o que ha de falso e torpe no sorriso
Das musas dos cafés!

Oh, tu não és, de certo, a virgem quebradiça
Estiolada e gentil, que vem depois da missa
Mostrar pela cidade o seu fino desdem,
Nem a fada que sente um vaporoso tedio
Emquanto vae sonhando um noivo rico e nédio
Que a possa pagar bem!

Nem posso mesmo crêr, archanjo, que tu sejas
A menina gentil que ás portas das egrejas
Emquanto a multidão galante adora a cruz,
A bem do pobre enfermo á turba pede esmola
Nas pompas ideaes da moda, que a consola
Das magoas do Jesus!

E nas horas de luta emquanto os povos choram
E a guerra tudo mata e os reis tudo devoram,
Não posso dizer bem se acaso tu serás

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